Breve histórico

Em 1992, no então Departamento de Genética e Bioquímica, o Dr. Warwick Estevam Kerr dá inicio a discussão de criação da Pós-Graduação em Genética e Bioquímica na UFU. O eixo dessas discussões se organizou a partir de três perguntas básicas: que universidade nós queremos? Que pesquisa e que pós-graduação desejamos implementar?

A resposta a estas questões levou em consideração que ao se utilizar o olhar da Genética e Bioquímica para abordar a questão da pesquisa e da pós-graduação, é imprescindível considerarmos o duplo papel que estas áreas desempenham em nossa sociedade: o papel científico e o papel político.

A vertente científica busca  conhecer, compreender explicar e/ou indicar caminhos dentro dos diversos fenômenos que constituem as manifestações e interações da vida, desvelando a gênese, a dinâmica e apontando para novas possibilidades de organização da vida. Assim, vem proporcionando novas e melhores formas na produção agrícola com as técnicas de  melhoramento clássico até a trangenia, novas formas de “curar”, desde as pesquisas básicas até as células troncos e, ainda, avanços tecnológicos na área da cibernética e da bioinformatização.

A vertente política trata de modificar não só a realidade concreta, mas a partir de suas descobertas, inovações e proposições, propõem um constante repensar dos valores e paradigmas sociais, alterando a percepção e a consciência que a sociedade tem de si mesma, possibilitando assim, as mudanças necessárias.

Neste contexto a idéia de uma Pós-Graduação em Genética e Bioquímica (PGGB) deixou o campo teórico e em 12 de setembro de 1994 iniciou suas atividades com o nível de Mestrado autorizado pela CAPES. Passados 05 anos a CAPES avalia positivamente o nível de Doutorado.

Gerson Fraissat